Entrevista: Eric Young (Crashdiet)

Por Lucas Serpa | Publicado em 04/05/2008

What’s up mothafuckers! Para a estréia da sessão de entrevistas da Hardzone, batemos um papo com Eric Young, baterista do Crashdiet. A banda sueca vem se destacando mundialmente no estilo glam/sleaze da Europa e do Japão. Com data marcada para uma única apresentação no Brasil em Junho, o grupo se prepara para a turnê do novo disco “The Unattractive Revolution”.
Confira a entrevista exclusiva que a Hard Zone fez com o cara no dia 21 de fevereiro em meio a uma sessão de fotos promocionais.



HZ: Vocês irão tocar no Brasil no dia 26 de Junho, em São Paulo. Quais são as expectativas para esse show?
EY: Eu escutei sobre nossos fãs no Brasil, ouvi falar que existem alguns fãs aí e estamos até um pouco nervosos. Recebi alguns emails no MySpace e também no meu email pessoal de fãs brasileiros, falando que estão muito felizes em poder nos ver ao vivo no Brasil. As expectativas são altíssimas, tenho certeza que vai ser um show bem legal e que vamos nos divertir bastante com nossos fãs.

HZ: Você já ouviu falar dos fãs de hard rock no Brasil?
EY: Sim, um pouco. Atualmente eu tenho amigos que moram em SP e eles me falam que as pessoas andam pelas ruas com blusas do Crashdiet e outros materiais, o que eu acho bem legal!

HZ: Você conhece alguma banda brasileira?
EY: Sim, o Sepultura.

HZ: A banda brasileira mais conhecida...
EY: É, eles são uma das minhas bandas preferidas e eu escutei algumas outras que também são geniais.

HZ: O segundo álbum de vocês, The Unattractive Revolution, foi lançado recentemente. Qual é a principal diferença deste disco para o da estréia de vocês?
EY: A gente tentou fazer tudo do começo, preparar um material totalmente novo, músicas novas que se encaixassem ao novo vocalista, otimizar o som de um jeito que soasse da melhor maneira com ele. Então, a gente quis fazer um som que fosse bom, mas que mantivesse a pegada e a cara do Crashdiet, com músicas bem trabalhadas e bem direcionadas para essa nova fase da banda.

HZ: Oliver Twisted entrou em 2006 na banda. O que ele acrescentou para a banda? Seja nas composições, na pegada. Qual foi a contribuição dele?
EY: O estilo dele é completamente diferente do Dave, não que seja melhor ou pior, mas é muito diferente. Ele tem uma voz mais rasgada, consegue gritar mais. Além de que, as músicas com ele são mais altas do que conseguíamos fazer antes. Ele escreve algumas coisas, mas a parte principal das músicas fica com Martin, eu e Pete. Mas é um cara sensacional! Acho que ele trouxe um modo totalmente diferente ao fronting da banda, mais como um cara de circo, pulando de um lado pro outro, mais como David Lee Roth costumava fazer. É cheio de travessuras, mas muito legal. Vocês verão no show, é bem legal!

HZ: Eric, qual é a principal característica da banda? A gente vê o visual apurado, a energia das músicas e das exibições. Mas o que é principal para vocês? O visual, as letras, os músicos?
EY: Acho que é uma mistura de tudo isso na verdade. A gente quer ter um show completo para que, tanto os cegos quanto os surdos, se divirtam (risos). Os cegos devem ir pra casa pensando, “Uau! Este foi o show mais foda que eu já escutei na minha vida” (risos) E os surdos, devem ir pra casa e falar para seus outros amigos surdos, ”acabei de ver o melhor show do planeta” (risos) Isso é o que a gente tenta combinar com boas letras, bons riffs, e também estar lá pelos nossos fãs. Porque sem eles, nós não seríamos nada. Então, é um mix de tudo.

HZ: Como você vê o cenário glam/sleaze no mundo? Ainda há lugar para os glammers ou não? É apenas uma onda dos anos 80?
EY: Que nada! Eu acho que tem espaço para todos os tipos de música. Há muitos espaços que podem ser preenchidos por bandas que apostam no visual glam. Eu vejo estas bandas vindo dos EUA. Ttêm muitas dessas bandas na Suécia, na Itália. E essa coisa de visual glam, vem muito, também, do Japão. Eles se vestem como loucos lá (risos), cabelos estranhos, roupas estranhas. Eu acho que as pessoas precisam ter essa liberdade como nos anos 70 / 80, assim como o Kiss, Ratt, Guns n’ Roses, Poison. É excitante ver coisas assim do palco. Eu acho que o mundo rock, hoje em dia, está começando a cansar todo mundo. Precisamos de algo a mais do que as pessoas vêem atualmente.

HZ: E como é a criação das músicas no Crashdiet? Como vocês costumam fazer as músicas?
EY: É o Martin que faz boa parte das músicas. Normalmente, ele desenvolve as idéias em casa. Começa a montar umas demos, manda para todos, a gente escuta, acrescenta algo, manda de novo para os membros. As que gostamos, a gente toca no estúdio e aprimora. Sempre que temos um tempo antes de gravar um álbum, a gente faz várias demos, depois tenta fazê-las em estúdio. É como pintar um quadro. Você primeiro tem uma vaga idéia do que você quer, aí você vai pro estúdio pinta essa idéia, faz os últimos retoques e funciona mais ou menos assim! Às vezes a gente faz as letras um dia antes de gravar o vocal, com a música toda pronta.

HZ: Nisso vocês colocam todas as influências de cada membro da banda ou não? O gosto de vocês é bem parecido?
EY: É bem diferente! O Peter tem influencias mais punk, como Alice Cooper, New York Dolls. Eu, já gosto mais de metal, tipo, Slayer, Morbid Angel, essas coisas. E assim, tentamos trazer isso para a banda. O Martin é um grande fã do Kiss e como é ele que mais escreve as coisas, e todos nós gostamos, acho que temos muitas influências do Kiss, Ratt.

HZ: Até o visual, não?
EY: É, até o visual (risos). Um pouco de tudo que gostamos!

HZ: O que podemos esperar do Crashdiet no Brasil?
EY: Posso dizer que vocês terão um show fantástico de nós quatro! Vamos fazer um mix do disco antigo e do novo. Quem sabe a gente não toca uma música nova? Temos muita coisa boa que estamos colocando em demos. Então não é improvável que a gente faça um som novo no Brasil pra vocês. Queremos nos divertir bastante, sair com nossos fãs. As pessoas estão esperando pelo Crashdiet tocar, para ver a gente. Vai ser um prazer tocar para os fãs brasileiros!

HZ: Podemos então ter a surpresa de uma música nova para o Brasil?
EY: Claro, quem sabe! (risos)


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