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Por Rodrigo Gomes | Publicado em 24/06/2008
Oito anos após o bom New Tattoo, que marcou a volta às origens após o “experimental” Generation Swine, eis que finalmente o Motley Crue solta novo trabalho de inéditas, intitulado Saints Of Los Angeles. E esse disco novo, assim como o anterior já fizera, remete totalmente aos discos clássicos dos anos 80, como Girls Girls Girls e Dr. Feelgood, só que em um nível muito, mas muito acima mesmo.
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Definitivamente a banda deixou pra trás qualquer tipo de experimentalismo e apostou tudo naquilo que os fizeram famosos. Depois da introdução “LAMF”, a rápida “Face Down In The Dirt” vem com tudo, com seu refrão grudento e uma mensagem totalmente edificante, mandando às favas a nossa nada agradável rotina do dia a dia, estudar, trabalhar, “ser alguém”, etc.
Aliás, a temática de todo o disco vai por esse lado, as dificuldades que toda banda enfrenta no inicio de carreira, a superação disso, até o caminho do sucesso e reconhecimento, e no meio de tudo isso os excessos que levam a banda á decadência. Sim, o disco é uma biografia da banda, assim como o livro “The Dirt”. Um está totalmente ligado ao outro.
Saints Of Los Angeles é definitivamente o disco de Vince Neil. É incrível sua evolução, talvez seja sua melhor performance em toda a carreira, mesmo ele não sendo um vocalista brilhante tecnicamente falando. As composições do Nikki Sixx estão melhores que nunca, todas as musicas são marcantes, nada ali tem cara que foi feito apenas pra cumprir tabela, ficando assim impossível apontar destaques em um disco tão homogêneo.
Mas pra não fugir ao desafio, “Down At The Whisky” não só é a melhor música do disco como uma das melhores de toda a carreira do Motley, absurdamente perfeita. As duas musicas que foram liberadas antes do lançamento oficial – “Saints Of Los Angeles” e “Motherfucker Of The Year” – representam bem o que é o disco como um todo.
E, por incrível que pareça, não há baladas aqui, o que pode ser impensável para um disco de hard rock. Mas, sinceramente, não fizeram falta dessa vez. Enfim, pra quem ansiava a volta do Motley Crue aos seus melhores momentos não tem do que reclamar mais, pois facilmente “Saints Of Los Angeles” é um marco na carreira do Motley Crue.
Excelente volta, o disco do ano, “Cruefest” á vista, etc. Só nos resta fazer votos para que esse ótimo momento do Motley Crue não seja interrompido, que não demorem mais oito anos pra lançar um novo disco e principalmente, que façam logo sua primeira visita a esse país tropical.
Track Listing
1. "L.A.M.F." - 1:23
2. "Face Down in the Dirt" (Sixx/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:44
3. "What's It Gonna Take" (Sixx/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:45
4. "Down at the Whisky" (Sixx/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:50
5. "Saints of Los Angeles" (Sixx/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:40
6. "Muther Fucker of the Year" (Sixx/Mars/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:55
7. "The Animal in Me" (Sixx/Mars/Michael/Frederiksen) - 4:16
8. "Welcome to the Machine" (Sixx/Mars/Ashba/Frederiksen) - 3:00
9. "Just Another Psycho" (Sixx/Mars/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:36
10. "Chicks = Trouble" (Sixx/Mars/Michael/Ashba/Frederiksen)- 3:13
11. "This Ain't a Love Song" (Sixx/Mars/Lee/Michael/Frederiksen) - 3:25
12. "White Trash Circus" (Sixx/Mars/Michael/Ashba/Frederiksen) - 2:51
13. "Goin' Out Swingin'" (Sixx/Michael/Ashba/Frederiksen) - 3:27
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